Segundo Lynn Margulis o holocausto do oxigênio foi desencadeado pela demanda incessante por hidrogênio, pois os organismos necessitavam deste elemento para a síntese de seu alimento e com isso o oxigênio foi liberado como consequência do processo, proporcionando uma alteração radical no meio com ações nocivas aos seres vivos anaeróbicos
Analisando a evolução dos processos bioenergéticos, a necessidade de produzir seu alimento para suprir uma crise energética, desencadeada pelos primeiros organismos, selecionou aqueles com potencial fotoautótrofo que utilizavam o H2S como fonte de hidrogênio. Esse gás, liberado pelas atividades vulcânicas, foi ficando cada vez mais insuficiente para suprir a demanda das comunidades constituídas por estes tipos de bactérias fotossintéticas anaeróbicas.
Mas a Terra ainda apresentava uma fonte gigantesca de hidrogênio: a água. A escassez de H2S como pressão seletiva, selecionou organismos com potencial de utilizar esta substância como fonte de hidrogênio para a síntese de seu alimento, tratava-se dos ancestrais mais modernos das cianobactérias, que tinham em seu genoma a informação para a tradução de proteínas com capacidade de absorver energia fótica e fosforilar ADP para a redução do gás carbônico (CO2). Esta inovação metabólica teve consequências que influenciou radicalmente a vida na Terra e proporcionou novos caminhos evolutivos.
O surgimento da fotossíntese aeróbica, que utiliza a água como fonte de hidrogênio, foi um sucesso para as cianobactérias portadoras deste processo bioenergético, a expressão de seu potencial biótico foi elevada, e assim colonizou todos os locais providos de luz, gás carbônico e água. Acontece que, o gás liberado como consequência deste processo é altamente nocivo, venenoso e comburente, pois reagindo com a matéria orgânica, retira elétrons e produz radicais livres, substâncias com elevado poder reativo e de vida curta, que causa a instabilidade de compostos constituídos de carbono, hidrogênio e oxigênio.
No início, a biosfera tinha a capacidade de absorver a degradação do oxigênio, pois esse gás reagia com metais e outros gases e assim não podia acumular na atmosfera, impedindo que a tornasse oxidante. Durante milhões de anos isso ocorreu, quando os metais livres se esgotaram e as reações com outros gases não eram suficientes para aprisionar o oxigênio, ele começou a se acumular na atmosfera e com isso muitas populações foram destruídas, exterminadas, caracterizando o holocausto e uma nova condição ambiental surgia, uma nova pressão seletiva agora atuava. As bactérias que, aleatoriamente surgiram com a capacidade de sobreviver em um meio oxidante, foram então selecionadas e proliferaram rapidamente. Alguns estudiosos acreditam que a capacidade de bioluminescência e de sintetizar vitamina E (tocoferol) foram algumas das aquisições importantes destes primeiros organismos aeróbicos, além do surgimento de um complexo enzimático que viabilizou a utilização do oxigênio, antes nocivo, como essencial e imprescindível aos seus processos metabólicos – a respiração aeróbica que surgiu frente a uma necessidade que os organismos apresentavam de sobreviver em um meio oxidante e que proporciona um melhor aproveitamento da energia contida no alimento gerando um maior teor de energia metabólica (ATP).
Novas cianobactérias surgiram com a capacidade de sintetizar seu próprio alimento além de utilizar o oxigênio para outro processo metabólico.
Depois de quase dois milhões de anos, aproximadamente, observamos que a concentração de oxigênio na atmosfera encontra-se estabilizada em cerca de 21%. Se essa concentração tivesse uma alteração de pelo menos um ponto percentual para mais ou para menos ocorreria, respectivamente, a combustão espontânea de todos os seres vivos e a asfixia dos organismos aeróbicos. Por meio de alterações genéticas, algumas bactérias que produzem e outras que absorvem, são as maiores responsáveis pela manutenção deste gás na atmosfera.
Com o oxigênio foi possível: a formação da camada de ozônio que impede a entrada de raios ultravioletas dotados de grande potencial energético e o desenvolvimento de organismos mais complexos, dependentes de seu genoma nuclear associado à ação das mitocôndrias, que viabiliza brilhantemente a respiração aeróbica além de ter possibilitado, entre outros fatores, a conquista da terra firme.
Analisando a evolução dos processos bioenergéticos, a necessidade de produzir seu alimento para suprir uma crise energética, desencadeada pelos primeiros organismos, selecionou aqueles com potencial fotoautótrofo que utilizavam o H2S como fonte de hidrogênio. Esse gás, liberado pelas atividades vulcânicas, foi ficando cada vez mais insuficiente para suprir a demanda das comunidades constituídas por estes tipos de bactérias fotossintéticas anaeróbicas.
Mas a Terra ainda apresentava uma fonte gigantesca de hidrogênio: a água. A escassez de H2S como pressão seletiva, selecionou organismos com potencial de utilizar esta substância como fonte de hidrogênio para a síntese de seu alimento, tratava-se dos ancestrais mais modernos das cianobactérias, que tinham em seu genoma a informação para a tradução de proteínas com capacidade de absorver energia fótica e fosforilar ADP para a redução do gás carbônico (CO2). Esta inovação metabólica teve consequências que influenciou radicalmente a vida na Terra e proporcionou novos caminhos evolutivos.
O surgimento da fotossíntese aeróbica, que utiliza a água como fonte de hidrogênio, foi um sucesso para as cianobactérias portadoras deste processo bioenergético, a expressão de seu potencial biótico foi elevada, e assim colonizou todos os locais providos de luz, gás carbônico e água. Acontece que, o gás liberado como consequência deste processo é altamente nocivo, venenoso e comburente, pois reagindo com a matéria orgânica, retira elétrons e produz radicais livres, substâncias com elevado poder reativo e de vida curta, que causa a instabilidade de compostos constituídos de carbono, hidrogênio e oxigênio.
No início, a biosfera tinha a capacidade de absorver a degradação do oxigênio, pois esse gás reagia com metais e outros gases e assim não podia acumular na atmosfera, impedindo que a tornasse oxidante. Durante milhões de anos isso ocorreu, quando os metais livres se esgotaram e as reações com outros gases não eram suficientes para aprisionar o oxigênio, ele começou a se acumular na atmosfera e com isso muitas populações foram destruídas, exterminadas, caracterizando o holocausto e uma nova condição ambiental surgia, uma nova pressão seletiva agora atuava. As bactérias que, aleatoriamente surgiram com a capacidade de sobreviver em um meio oxidante, foram então selecionadas e proliferaram rapidamente. Alguns estudiosos acreditam que a capacidade de bioluminescência e de sintetizar vitamina E (tocoferol) foram algumas das aquisições importantes destes primeiros organismos aeróbicos, além do surgimento de um complexo enzimático que viabilizou a utilização do oxigênio, antes nocivo, como essencial e imprescindível aos seus processos metabólicos – a respiração aeróbica que surgiu frente a uma necessidade que os organismos apresentavam de sobreviver em um meio oxidante e que proporciona um melhor aproveitamento da energia contida no alimento gerando um maior teor de energia metabólica (ATP).
Novas cianobactérias surgiram com a capacidade de sintetizar seu próprio alimento além de utilizar o oxigênio para outro processo metabólico.
Depois de quase dois milhões de anos, aproximadamente, observamos que a concentração de oxigênio na atmosfera encontra-se estabilizada em cerca de 21%. Se essa concentração tivesse uma alteração de pelo menos um ponto percentual para mais ou para menos ocorreria, respectivamente, a combustão espontânea de todos os seres vivos e a asfixia dos organismos aeróbicos. Por meio de alterações genéticas, algumas bactérias que produzem e outras que absorvem, são as maiores responsáveis pela manutenção deste gás na atmosfera.
Com o oxigênio foi possível: a formação da camada de ozônio que impede a entrada de raios ultravioletas dotados de grande potencial energético e o desenvolvimento de organismos mais complexos, dependentes de seu genoma nuclear associado à ação das mitocôndrias, que viabiliza brilhantemente a respiração aeróbica além de ter possibilitado, entre outros fatores, a conquista da terra firme.
Ótimo texto, Professor.O senhor poderia postar questões do sistema reprodutor feminino e masculino??? Obrigadaaa :)
ResponderExcluirValeu!!!! Vou providenciar este tipo de questão.
ExcluirProf. Você poderia postar questões sobre esse assuntos? De preferencia,questões que você acha dignas de uma prova.
ResponderExcluirVou publicar um simulado na próxima semana que aboradará questões deste assunto. Fique ligado!
ResponderExcluirParabéns excelente material.
ResponderExcluir